China ganha reputação entre latino-americanos, ao contrário de EUA e Europa

A reputação da China aos olhos dos latino-americanos vem melhorando nos últimos anos, enquanto outras potências mundiais apresentam queda de prestígio. É o que mostra um relatório divulgado nesta quarta-feira (22/4) pela fundação alemã Friedrich-Ebert-Stiftung, pela publicação latino-americana Nueva Sociedad e pelo grupo Diálogo e Paz, que reúne especialistas em política internacional.

Entre outubro e novembro do último ano, foram entrevistadas 12 mil pessoas com oito ou mais anos de escolaridade em dez países da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México, Uruguai e Venezuela. A consultoria chilena Latinobarômetro ficou responsável pela implementação metodológica. As informações são da Folha de S.Paulo.

A China foi a única das sete potências listadas que obteve uma melhora na sua imagem em relação ao levantamento anterior, de 2022. Ela foi apontada como país de preferência por 24,2% dos latino-americanos entrevistados, o que representa um aumento de seis pontos percentuais em quatro anos. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

No geral, a nação asiática ainda aparece apenas na quinta colocação. Mas os quatro primeiros colocados — Espanha (30,8%), Estados Unidos (30,6%), Alemanha (30,2%) e França (24,9%) — tiveram queda de dois dígitos percentuais no mesmo período. Reino Unido (20,8%) e Rússia (10,1%), que completam a lista, também registraram desempenho pior na nova pesquisa.

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